quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

COMO EL AGUA

Numa noite muto especial da minha vida, eu ouvi:

- Você podia dançar para nós, né?!

Eu relutei. Fiz que não entendi, que era chiste. Meu coração acelerou, isso era coisa que se pedisse? Houve uma insistência, seguida de um olhar pra lá de sedutor:

- Dança? Dança pra mim?

Coloquei meu figurino: camisa vermelha com lunares negros, filetes dourados... calça preta, botas... Gitano... Não sabia o que dançar, tamanho era meu nervoso, minha tensão... Até parecia que era a primeira vez, nem parecia que dançar fosse parte da minha rotina, parte do meu trabalho que colocava comida boa na mesa... Liguei o som sem nem sequer me lembrar qual disco estava lá dentro. Apertei um "play" com os dedos tremendo. E a música começou.

Era "Como el Agua"... E eu comecei meu baile... Dancei, olhando de soslaio para aqueles olhos que me miravam com tanto encanto. Eu tremia, e dentro de mim uma sensação estranha... Duas sensações se misturavam. Parecia que eu SEMPRE tinha feito aquilo, para aquela pessoa. Um dèja-vu total. E parecia que eu NUNCA tinha feito aquilo, na vida! Tal era meu nervoso! (risos)

Me entreguei para a música... Quando ela se findou, ouvi uma das frases mais bonitas que já me falaram, na vida:
"É A COISA MAIS LINDA QUE JÁ VI. PARECIA UM PEDAÇO DE FOGO BROTANDO DO CHÃO..."

O que se sucedeu depois, eu prefiro não comentar, mas afirmo que as 24 horas seguintes foram muito, mas muito boas... (risos)


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